Roda de Cura/Centauros Feridos

Arte e seres híbridos: transgressões e integrações de fronteiras


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Haste Makes Waste – Papillon: the novel

In his autobiographic novel Papillon, Henri Charriêre tells us he was unjustly imprisoned for life in a Island-Prison in the French Guiana. He broke it by jumping in the sea from a rocky coast, even running the risk of being thrown against the rocks.

Nevertheless, he didn’t do it in a haste. Before the flight he profoundly studied the see in that point by throwing in it sacks of coconuts which simulated an adult man’s size and weight. When the waves threw them against the rocks they burst and the fruits now scattered in the see could be easily seen. By doing this several times, Charrière perceived a pattern, so that if he dived in the right moment, he would catch a wave that instead of throwing him against the rocks, would take him away from them.

Papillon knew that waste makes haste, and to act carefully, saved his life.


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Cura: uma via de mão dupla

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Fãs da Psicanálise

(R. C. Migliorini)

maos dadas

Em dado momento eu resolvi participar de um ritual do Daime. Nele há a ingestão de um chá considerado uma droga por alguns. Mais por causa de uma cirurgia neurológica a qual me submeti, do que pela possibilidade de estar ingerindo uma bebida alucinógena, eu estava temeroso. Como meu cérebro iria se comportar? E se eu entrasse em uma viagem sem volta?

Sabendo disso, o mestre que o conduziria, em vez de me impedir de nele participar, disse que faríamos o seguinte: eu tomaria o chá em pequenas doses e, conforme a minha reação, ele as aumentaria ou não, até chegar à dosagem comum a todos os participantes. Assim fizemos, e tudo transcorreu de modo absolutamente normal.

Refletindo sobre tudo, conclui que se eu havia sido corajoso, o mestre também o fora, pois se prontificou a mergulhar em uma região obscura para nós dois. Também me assegurou…

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O doce afago de cada dia

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Fãs da Psicanálise

(Rogério C. Migliorini)

abraco

Ontem eu vi a seguinte cena: um garoto pequeno, a irmã um pouco mais velha e a mãe descendo uma ladeira. O menino e a irmã resolveram apostar corrida aproveitando o declive. A mãe, praticamente quieta, só falou pra eles terem cuidado.

No fim de quase um quarteirão, acidentalmente o menino tropeçou no calcanhar da irmã que ia à frente. Para evitar a queda, tentou manter o equilíbrio, mas caiu assim mesmo. No entanto, o tombo não foi feio, já que a ladeira não era tão íngreme. Também não ocorreu o pior porque parte da sua tentativa meio desesperada e meio instintiva pra evitar a queda deu certo. Contudo, ele se ralou um pouco, e começou a chorar.

A mãe o acudiu, porém estava serena, visto que o estrago fora pequeno. Com a cabeça do garoto no colo, valorizou a tentativa dele para não cair. Disse ao…

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Cataratei

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Fãs da Psicanálise

(Rogério C. Migliorini)

deja_vu[1]

Tenho uma sequela de hemiparesia que implica em dificuldades no andar e no equilíbrio. Antes dela eu já tinha miopia, que se caracteriza por restringir o alcance visual. Mais recentemente eu tive uma catarata que, como tal, quase acabou de fechar meu campo visual. Por consequência, eu procurava apoio por causa de uma e focalizava a atenção em pontos muito próximos do corpo por causa das outras.

A cirurgia a que me submeti acaba com a visão de perto. Embora isso pareça uma desvantagem, muda o referencial dos míopes que precisam se readaptar a um campo visual cujo foco fica distante do corpo. Isso faz a pessoa olhar pra frente, endireitar as costas e utilizar melhor sua visão periférica o que, já diziam nossos avós, tende a melhorar a postura e o equilíbrio.

Atualmente, o alvo da atenção é abordado na conquista de habilidades motoras. Ali, alguns…

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Entre vão e vácuo

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Fãs da Psicanálise

(Rogério C. Migliorini)

bicho

A Arte-educadora e gravurista brasileira, Fayga Ostrower, aborda o tema do equilíbrio ao tratar da criatividade e dos processos de criação. Ela diz que para o ser humano o equilíbrio interno “não é um dado fixo nem um estado ideal, e sim algo que a todo instante precisa ser reconquistado.” É, portanto, “um processo contínuo em que, cada momento de estabilidade,” seja ele interno ou externo, “é imediatamente questionado”. Assim, “viver, para nós, torna-se um incessante ter-que-se-desequilibrar a fim de alcançar algum tipo de equilíbrio dentro de si”.

A criadora estabelece, assim, juntamente com outros autores, uma correspondência direta entre os processos internos e externos relativos ao equilíbrio.

Externamente, o processo pode ser observado no número circense de equilíbrio em escada sem apoio. Nele, além de seu executante nunca parar de movimentar a escada, seu corpo oscila tanto a ponto de parecer que em alguns momentos sua…

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