Roda de Cura/Centauros Feridos

Arte, saúde e seres híbridos: transgressões e integrações de fronteiras

Os cavalos de Grassmann

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Ao detectar o rio oculto no subsolo por meio do ruído de seus cascos, o cavalo nos promete a sede e a fome saciadas. Entretanto, a fim de gentilmente nos conduzir à fonte refrescante, uma taxa nos é imposta. Temos que apaziguar seus instintos selvagens e dionisíacos e conquistar esse animal. Tal tributo não é cobrado apenas por cavalos alvos como neve; os sombrios como a noite escura, os montados pela morte, os pestilentos e os devoradores de carne humana também o exigem.

Cavalos: seres arquetípicos simultaneamente belos e horrendos. Seriam animais ou espelhos de nossas almas? Não são elas também brutais, escuras e horrendas, mas igualmente doces, claras e belas? Talvez por isso, eles sempre tenham estado ao lado dos homens combatendo em guerras, participando de cultos e rituais e ajudando na construção de civilizações.

Dito isso, é chegada a hora de este Sancho Pança de além-mar picar a mula e abrir passagem para que Don Quixote e Rocinante, ou melhor, Marcelo Grassmann e seus cavalos, pisoteiem e curem nossos corações.

Rogério C. Migliorini,  junho/2012

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