Roda de Cura/Centauros Feridos

Arte e seres híbridos: transgressões e integrações de fronteiras

A radionovela como proposta de Arte-terapia com deficientes visuais

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KOPELMAN, C. G. e MIGLIORINI, R. C. A radionovela como proposta de Arte-terapia com deficientes visuais.   In: FRANCISQUETTI, A. A. (Org). Arte-reabilitação: um caminho inovador na área da Arteterapia. p. 201-220. Rio de janeiro, Wak Editora, 2016 (ISBN 978-85-7854-379-2)

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Limites nas vozes de Fayga Ostrower e de João Guimarães Rosa

O entrevistador de João Guimarães Rosa em Berlim apresentou ao público um livro do escritor com contos longos. Guimarães, então, lhe mostrou um novo livro que acabara de sair. O entrevistador notou que era de contos curtos e perguntou ao autor como ele havia chegado naquele novo formato  O brasileiro respondeu que tinha colaborado com um jornal e que tinha limitação de espaço. Mas acrescentou:

Para um artista, toda limitação é estimulante

Em seu livro Criatividade e processos de criação, a artista e arte-educadora brasileira, Fayga Ostrower, aborda os limites da matéria e suas delimitações no processo criativo. Na página 32 diz:

Cada materialidade abrange, de início, certas possibilidades de ação e outras tantas impossibilidades. Se as vemos como limitadoras para o curso criador, devem ser reconhecidas também como orientadoras, pois dentro das delimitações, através delas, é que surgem sugestões para se prosseguir um trabalho e mesmo para se ampliá-lo em direções novas. De fato, só na medida em que o homem admita e respeite os determinantes da matéria com que lida como essência de um ser, poderá o seu espírito criar asas e levantar voo, indagar o desconhecido.

Desenvolve o tema e na página 160 do mesmo livro afirma:

Do respeito às delimitações advém a verdadeira coragem ante a vida. Inclusive advém a elaboração daquilo que talvez nos seja mais difícil: os limites da própria vida individual, a morte. Os poucos indivíduos que conseguem realizar esta elaboração atingem uma admirável e generosa coragem de viver, a possibilidade de plenamente exercer a vida. Advém-lhes daí a sua dignidade.

Embora Ostrower não restrinja a capacidade de criar aos artistas, refere-se a Goya, Picasso, Rembrant, Cézanne, Mozart e Mondrian ao dizer que os grandes artista (incluo aqui Guimarães Rosa) criam limites para si. Continua dizendo que ao se defrontarem com eles de modo corajoso, elaboram a própria vida.

Agradeço Lilian Magalhães por ter me apresentado este vídeo


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A Metáfora do Monstro: cura e contemporaneidade

“Curadores feridos e outros frankenteins”, de minha autoria, toma monstros como metáfora, partindo do princípio de que seus corpos híbridos refletem um embate entre aspectos opostos internos ou externos a eles.Em seu percurso, difunde a crença de que a integração dessas forças possibilita o que o autor entende por cura. Em suma, trata de arte (dança, teatro, artes visuais e literatura), criatividade, limites, fronteiras, empoderamento, comunicação entre pessoas com características físicas e culturais diversas, hibridismo, pós-modernidade e inclusão.