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Trespassing of Boundaries and Unification of Differences Through Art

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How to Use Maori Weaponry

Em vez de traduzir os vídeos, “Como usar as armas Maoris, partes 1 e 2”, preferi falar só do que me chamou a atenção neles: a integração que algumas vezes ocorre entre o bélico, o estético e o espiritual.

O filme já começa mostrando que há um grande cuidado artístico na confecção das armas maoris em geral.

Depois, focaliza a taiaha, salientando que ela passa por diversos artesãos, cada um especializado em uma arte.

Eles, então, a levam a lugares e rios sagrados para a impregnarem de força espiritual.

Como ancestral do guerreiro, a taiaha fala com ele, vê o espaço em volta dele e entra no campo de batalha com ele. Enfim, o protege.


A carranca nela esculpida, bem como a maneira de utilizar essa arma, têm uma razão de ser. Mais do que simples olhos entalhados na máscara que adorna a arma, eles veem. Veem o espaço em torno do guerreiro que a empunha e que está com o olhar fixo à frente.

Vendo o que o guerreiro não está enxergando, eles ajudam a taiaha a protegê-lo. Por isso, ele “varre” com ela todo o espaço em torno de si. A brande o tempo todo e a gira para todos os lados. Assim ela o transforma no homem de seis olhos.

Isso é invariável nas diversas ocasiões em que é usada, seja nos combates ou nos discursos rituais, como na arenga de boas-vindas feita a um visitante. Ali, ela apoia a fala do orador e amplia o seu domínio sobre o público.

O filme segue para o patu, uma arma curta, como o rakau. Mas entre uma e outra, não deixa de abordar o tewhatewha.

Esse também tem espírito sobrenatural, ancestrais e corpo. Instrumento de guerra afim à taiaha, nele o guerreiro carrega consigo a força e a essência de seus antepassados.


Em relação à exibição artística, um dos entrevistados do filme diz que a sua experiência em mostrar as artes e os rituais maori no palco, o preparou para se tornar um guerreiro na tribo da qual faz parte.

Por fim, o cineasta conclui que todas as armas são imbuídas de força vital, poder e espírito e que elas devem ser respeitadas por isso.

Assim, não é, por vezes, também estética e espiritual a arte da guerra?

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