roda de cura

Blog que relaciona arte, movimento e cura.

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Esculturas de Spartak Dermendjiev

Este blog surgiu da necessidade de divulgação do meu livro Curadores feridos e outros frankensteins: quinze apostas nos opostos (leia as primeiras 20 páginas do livro e/ou adquira-o clicando na imagem abaixo ou leia parte dele em inglês nas categories Book ou English). Portanto, um dos meus objetivos aqui é tratar de temas que norteiam o livro, a saber: saúde, religiosidade, hibridismo, criatividade, marginalidade e arte, sendo que todos são vistos e pensados em amplo espectro.

Entretanto, ao contrário do que é possível na mídia impressa, aqui amplio o  alcance do livro ao usar os recursos específicos da mídia eletrônica, como a possibilidade de exibir galeria de imagens, arquivos de som, vídeos, e assim por diante.

Ora, um dos arquétipos do curador ferido é Quíron, rei dos centauros, curador, músico e tutor de grandes heróis da mitologia grega.

No mito, ele é acidentalmente ferido por uma flecha envenenada, cujo ferimento seria letal para qualquer outro. Todavia, como Quíron é um semideus, embora ferido, não pode morrer.

Em uma agonia eterna, ele, então, sofre de dores atrozes. Em contrapartida e justamente por causa de sua ferida, torna-se cada vez mais versado no uso de plantas curativas. Por conseguinte, aperfeiçoa-se mais e mais na cura das feridas alheias. Contudo, segue incapaz de curar as próprias.

Creio que vários tipos de feridas acometem a mim e a muitas pessoas como eu, pois na verdade a vida nos fere a todos independentemente da categoria em que nos enquadramos.

Não obstante, como uma das minhas grandes afinidades é a arte, neste blog pretendo divulgar a obra de artistas que lidam com as próprias feridas e também com as de outrem.

Ou seja: artistas que, à semelhança de Quíron, quando incapazes de sanar a própria dor, por meio de sua arte sanam as dores de seus semelhantes e, simultaneamente, têm as suas sanadas por eles.

Além do mais, este blog reflete um de meus grandes desejos, que é o de estabelecer uma relação de troca em que todos possam se olhar de igual pra igual sem que um se ache melhor ou mais do que o outro. Se essa roda não é o único caminho para chegar a esse objetivo, restou certo de que, ao menos nela, todos nós encarnamos os arquétipos do curador e do ferido.

Obs: Eliminei os comentários para o blog ficar mais limpo. Se quiser comentar ou trocar alguma ideia entre em contato pela página apropriada.

 

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